Testes Revelam Capacetes com Proteção Insuficiente Apesar de Certificação Inmetro
Uma análise rigorosa com nove capacetes fechados, tamanho médio (57/58), realizada recentemente apontou falhas graves em três modelos conhecidos: FF358, 810 e Liberty 4 das marcas LS2, Zeus e Pro Tork. Esses capacetes não foram capazes de passar na prova de absorção de impacto, na qual foram avaliados segundo normas europeias, muito mais exigentes que as adotadas no Brasil.
Isso significa que, mesmo estando em conformidade com o selo do Inmetro e as normas brasileiras, esses capacetes não oferecem a proteção adequada em situações de impacto, aumentando significativamente os riscos para os motociclistas em caso de acidente. A constatação levanta um questionamento sério sobre a efetividade das regras nacionais e a segurança real dos equipamentos certificados.
Economia Inteligente: Proteção Sem Gastar Demais
A boa notícia é que nem todos os capacetes do mercado falharam nos testes. Entre os modelos avaliados, o Shark S700 e o MT Blade foram destaques positivos, mostrando alta qualidade e segurança ao motociclista. Isso é um avanço significativo em relação a avaliações anteriores, quando nenhum modelo analisado oferecia proteção satisfatória.
A firmeza do capacete na cabeça foi outro ponto testado, pois é fundamental que ele permaneça bem fixado em caso de queda, para que a proteção seja eficaz. Todos os capacetes tiveram bom desempenho nessa etapa, com ressalvas para o modelo Norisk, que teve avaliação apenas aceitável.
No que diz respeito à resistência da cinta jugular e do sistema de fecho, foram aplicadas forças simulando quedas, para verificar se o capacete permaneceria preso. O modelo Peels Spike destacou-se obtendo a melhor nota, enquanto o MT Blade teve desempenho aceitável nesse quesito.
Para quem busca segurança com economia, a alternativa do Bieffe B40 pode ser vantajosa, pois oferece boa proteção a um preço significativamente menor que o Shark S700. A economia pode chegar a quase quinhentos reais, valor suficiente para adquirir um capacete para o passageiro ou para investir em manutenção e combustível.
Desafios das Normas Brasileiras Frente às Exigências Internacionais
Os resultados dessa avaliação foram encaminhados pela PROTESTE ao Inmetro e à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para alertar sobre a necessidade urgente de revisão e atualização dos padrões de segurança vigentes. O objetivo é garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a equipamentos realmente seguros, conforme previsto pelo Código de Defesa do Consumidor.
Mesmo após a última revisão da norma ABNT para capacetes em 2015, ainda há discrepâncias importantes em relação às normas europeias, consideradas referência global no setor. Além disso, o Inmetro ainda utiliza uma portaria de 2012 que se baseia em uma norma da ABNT datada de 2001, demonstrando um atraso preocupante na adaptação a padrões internacionais mais rigorosos.
Essa diferença na rigidez das normas pode levar consumidores a utilizar capacetes que, embora certificados, não entregam a proteção esperada diante de impactos reais, representando um risco para a segurança pessoal.
Resumo dos Modelos Avaliados no Teste
- Shark S700
- MT Blade
- Bieffe B40
- Norisk FF391
- Peels Spike
- Helt Race Explore
- LS2 FF358
- Pro Tork Liberty 4
- Zeus 810
Os associados da PROTESTE podem acessar a análise detalhada e os resultados completos dos testes na edição nº 158 da Revista PROTESTE.
Você Sabia?
- Capacetes nacionais aprovados segundo a norma brasileira podem não atender aos critérios mais rigorosos da Europa.
- Fixação adequada do capacete na cabeça é tão importante quanto a absorção do impacto.
- Escolher um capacete econômico e seguro pode gerar uma economia de até R$500, que pode ser aproveitada em outros itens essenciais.
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